Deus é amor e prova deste amor é Jesus Cristo. Deus nunca desampara ou desisti do homem. Ele sempre dar a alternativa de voltar a viver em sintonia e intimidade com Ele. Jesus Cristo cumpriu uma fase já preescrita quando o "Verbo se fez carne", depois que habitou em entre nós, cumprindo o desejo do Pai, deixou-nos o Espírito Santo, para ser o nosso ajudador e consolador. Este blog mostrará inspirações da vontade de Deus, glorificando a Deus, louvando a Cristo, adorando o Espírito Santo e evangelizando os perdidos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Só observando!

O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar. A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central. O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora. 
Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita. 
A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.
O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Samuel.
Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.

E disse a oração que fazia: 
"Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando."

O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse. 
"É hora de ir" - disse Samuel sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.


O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes. Teve então, um lindo encontro com Jesus. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...
"Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando."

Certo dia, o pastor notou que Samuel não havia aparecido. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo. Durante a semana em que Samuel esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.

A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Samuel não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!

Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Samuel ouviu o comentário da enfermeira: 

- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar! Parecendo surpreso, o velho virou-se para o pastor e disse com um largo sorriso:
- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:
"Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. Agora sou eu quem o está observando... e cuidando!"
*********** 
Jesus disse: 'Se vós tendes vergonha de mim, também me envergonharei de vós diante do meu Pai.'
Jesus é sempre o melhor amigo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Deus está morto?!

Deus te ama. Ele ama você e eu, tanto… que Ele deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. (João 3:16 NVI) A Bíblia diz em Romanos 3:23 que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. Em outras palavras, todos nós erramos o alvo. Mas se admitirmos que pecamos e confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo à Sua palavra e nos perdoará e lavará de todo o pecado que poderíamos ter cometido. (veja 1 João 1:9)
Se você nunca convidou Jesus para ser seu Senhor e Salvador , nós te incentivamos a convidá-lo agora. A Bíblia promete que quando você faz uma oração de coração como a que está escrita , você experimentará uma nova vida em Cristo. Apenas a leia em voz alta e de coração.
Pai, venho a ti como eu sou. Não tem nada que eu possa fazer para merecer a salvação- Eu não posso me colocar por mim mesmo em um relacionamento correto com o Senhor.

A Bíblia diz que nós somos salvos pela graça mediante a fé como um presente de ti. Eu confesso que eu pequei contra ti e outros. Te peço para me perdoar e me purificar com o precioso sangue de Jesus Cristo, teu filho, que é doador de vida. Eu acredito que Ele morreu por mim- Que Ele tomou meu pecado sobre Si e morreu na cruz por mim. Creio que ressurgiu dentre os mortos, me dando poder sobre o inimigo.
Jesus, te peço para vir habitar dentro de mim. Eu não entendo tudo o que significa ser um cristão, mas te convido para estar na minha vida e me ajudar a viver diariamente como eu devo viver.

Obrigado, Pai, pelo teu presente da restauração e da vida eterna. Eu sou muito agradecido por seu amor e misericórdia. Em nome de Jesus, amém.
Veja João 3 :16; Efésios 2:8-9; Romanos 10:9-10; 1 Coríntios 15 :3-4; 1 João1:9; 4:14-16; 5:1, 12-13.

Se você acabou de fazer esta oração, por favor me informe (poetajonatas@gmail.com ou comentando o post). Gostaria de te incluir em nossas orações e de te ajudar a começar a sua nova vida em Jesus!

DEUS ESTÁ MORTO

O Senhor vive eternamente. “Antes que nascessem os montes, ou que tivesses formado a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade tu és Deus” (Sal. 90;2). E a manifestação da glória do Senhor está por toda parte.
Como não reconhecer seu sopro divino em cada ser vivente? O pequenino pláncton, que está no mar, é considerado um grandioso milagre. Um prodígio da Criação. É microscópico no tamanho, mas serve como base da cadeia alimentar nos oceanos. Dele, alimentam-se os gigantes dos mares, como a baleia azul. Maior de todos os seres vivos da Terra. Mas, deixando de lado o pláncton e considerando todo o universo, a questão agora muda de figura. Ganha proporções infinitas. Uma harmonia celeste que toda a sabedoria humana apenas resvala em decifrar. E que tal ir do cosmo ao átomo? Do extremo da grandeza para o extremo da pequenez, mesmo a lógica se trai. O que deveria ficar ainda mais simples acabada se tornando supercomplicado.
Tão difícil de entender, que os cientistas passaram a investigar a existência de uma inusitada partícula, chamada de “Partícula de Deus”, para fechar suas intricadas equações. Evidências notáveis de que o mero acaso não pode ser o autor de tudo isso. Há algo mais. Uma inteligência suprema agindo à nossa volta. O toque de um criador.
“Diz o néscio no seu coração: Não há Deus” (Salmo 53;1). A nossa fé no Criador dos Céus e da Terra, Nosso Senhor Jesus Cristo, é também nossa esperança de uma vida eterna. De antemão, o tolo nega a Deus, sem ao menos buscar conhecê-Lo. Rejeitando, assim, sua salvação. Existe um obstáculo que o impede de buscar ao Altíssimo. Na verdade, uma maldição que resolveu priorizar, e a que faz referência Jeremias 17;5. “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!”
Quem nega a Deus está se firmando apenas na limitada sabedoria humana. Apenas o racionalismo não é suficiente para adquirir o pouquinho que podemos da compreensão da glória de Deus. O homem é carne e espírito. Nele se lançam a soberba e outros pecados que o induzem às trevas. A altivez de muitas coisas, dentre elas do próprio saber, é uma porta aberta para ir se afastando do Senhor. Mas com a graça que adquirem os humildes pode-se reverter esse processo. Se isso não acontece, aos poucos, essa distância vai aumentando. Até o descrente alcançar o máximo da sua solidão frente ao divino. Nessa região sombria, rejeitando a presença de Deus em seu coração, se consolida plenamente a idolatra de si mesmo e da sua pretensa sabedoria. Que inevitavelmente se encontra fadada a retornar ao pó da terra.
Com proclamações de frases do tipo “Deus está morto”. Na verdade, uma afirmação falsa. O Deus Vivo não morre. Ele é absoluto. Quem morre é a carne, levando consigo os seus pecados. E lamentavelmente até nossa salvação. Ao desprezarmos o Caminho, a Verdade e Vida a que todos temos direito.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Guerra aos Cristãos

SE TIVER QUALQUER DÚVIDA QUANTO AO ASSUNTO HOMOSSEXUALIDADE, BASTA LER EM LEVÍTICO 18:22. (NÃO HÁ CONVERSA; É A PALAVRA DE DEUS) 
PLC 122/2006 É UM PROJETO DE LEI QUE ESTÁ BEM PRÓXIMO DE SER HOMOLOGADO PELO CONGRESSO E PELA PRESIDENTE. PARA AFRONTAR NÃO SÓ O POVO DE DEUS, MAS AO PRÓPRIO SENHOR.

Deputado  Jean Wyllys ofende cristãos e declara guerra aos 'inimigos'
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), homossexual militante que conseguiu alguma notoriedade participando do programa Big Brother Brasil da Rede Globo(e ainda tem servos de Deus que vêem este programa, achando não ser anormal)lançou, uma campanha de combate ao cristianismo.
Em sua página do Twitter, Jean publicou várias mensagens dizendo que cristãos são doentes, homofóbicos, preconceituosos, violentos, ignorantes e fanáticos, e que ele se dedicará ainda mais a eliminar a influência do cristianismo na sociedade. O deputado enfatizou que seu mandato tem como foco a defesa dos interesses da militância gay e o combate a seus “inimigos”.
O deputado, que é membro da Frente Parlamentar LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e travestis) no Congresso Nacional, aproveitou para convocar seus seguidores para se juntar a ele em sua guerra particular. Jean obteve respostas diversas: angariou o apoio previsível de seus seguidores militantes da causa gay, e provocou a reação de inúmeros outros usuários da rede social, indignados com as ofensas do parlamentar aos cristãos e com seus ataques à liberdade de expressão, religião e comunicação.
Jean promove uma campanha de censura a usuários do Twitter que são contrários às idéias que ele defende, como o “casamento” homossexual, as cartilhas de suposto combate à “homofobia” do MEC (mais conhecidas como Kit Gay) e o PLC 122/2006 (lei da mordaça gay), projeto de lei que pretende transformar em crime qualquer crítica ou oposição ao comportamento homossexual ou às pretensões do lobby gay.
Uma das primeiras vítimas da campanha censória de combate ao cristianismo deflagrada por Jean Wyllys foi o usuário Carlos Vendramini.
Valendo-se do direito que qualquer cidadão possui em uma democracia, Vendramini fez, no Twitter, críticas ao Kit Gay, ao PLC 122/06 e a outros projetos dos militantes gays e aos parlamentares que os apóiam, como Jean Wyllis, Marta Suplicy e Cristovam Buarque, dentre outros. Incomodado com as críticas, o deputado disse, em seu blog, que estava acionando advogados da Frente LGBT para censurar o perfil de Vendramini, que Jean imagina ser “membro fundamentalista de uma parcela conservadora da direita católica em São Paulo” (sic) e estar praticando “perseguição” a ele.
 Enquanto nos calamos e acomodamos, ocorre isso...  Qual o medo?
 
JESUS DISSE:
Marcos 8 :38
 "Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos. "
Apóstolo Paulo disse:
I Coríntios  4:14
 “Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados.”
 
Precisamos nos posicionar, não podemos nos calar diante dos que falam contra o que a Bíblia diz: 
 
Levítico  18:22-23
“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;   Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; confusão é.”
 
Romanos  1:24 - 32
“Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;  Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.  Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.  E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.   E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;  Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;  Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;  Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;  Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. “
 
I Coríntios  6:9 - 11
“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas;  Nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus;  E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus. “
 
Passem adiante e vamos fazer uma corrente mostrando nossa força.É Deus quem vai à nossa frente.
 
"Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos;
porque a vossa obra tem uma recompensa."
II Crônicas 15:7

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A busca pela espiritualidade

O homem, uma criatura de pó feita à imagem de Deus, não pode escapar de si mesmo. Ele é da carne, carnal, e tem que enfrentar os problemas e as lutas do corpo. Mas também é dotado com um espírito de Deus e tem que responder à chamada do homem interior de viver acima da carne.
Pela natureza, o homem deseja sexo, tem fome e sede para comida e bebida, procura roupa e abrigo e almeja todos os tipos de prazeres e necessidades físicas na vida. No entanto, Deus colocou dentro do seu coração a eternidade e no seu corpo um espírito eterno que aspira o descanso e paz encontrados apenas no Criador.
Jesus fala diretamente com esta necessidade depois que ele mesmo “tabernaculou” na carne e enfrentou o diabo no deserto da tentação. Após jejuar por quarenta dias ele desejava comida e foi tentado por Satanás a fazer uma pedra virar pão para ele comer. A resposta de Jesus foi:“Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4).
Jesus não se refere apenas a ele mesmo mas ao “homem”. Ele está dizendo que o homem é mais do que um corpo e não pode alimentar a carne em violação com a palavra de Deus e em profanação do homem interior. Ele cita a verdade que é inerente no aviso que deu aos discípulos na noite que foi traído no Getsêmani. Lá Jesus lutou no espírito por causa da morte abominável que o aguardava mais tarde naquela noite e no próximo dia diante da multidão de judeus e seus líderes injustos. Ele agonizou em oração sobre aquela morte – uma morte que ele havia anunciado várias vezes aos seus discípulos. Após a oração ele foi até os três discípulos mais próximos dele no jardim e admoestou-os: “Vigiai e orai ... o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).
O servo leal de Deus refere-se à concupiscência da carne que tão facilmente domina o homem interior, subjuga o desejo de servir a Deus e leva os homens à tentação. E a fraqueza da carne dominou Pedro aquela noite e ele negou o Senhor três vezes. Os outros apóstolos, da mesma forma, seguindo de longe, negaram a Jesus na hora do julgamento e da morte.
Todo homem enfrenta esta prova na vida. Ele não pode escapar do corpo. Até, e a não ser que, o homem torne-se espiritual e encontre a força interior no seu Criador, ele está sujeito a ceder às fraquezas da carne. O ponto é que a única criatura feita à imagem de Deus tem que buscar e encontrar a espiritualidade que vence a carnalidade do corpo.
Paulo escreve sobre “espiritualidade” aos coríntios. Ele escreveu a eles não como “a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo” (1 Coríntios 3:1). Ele alimentou-os com leite não com carne, comida nutritiva que apenas homens maduros em Cristo podem absorver e assimilar – pois estavam devotos demais à carne para receberem a alma. Ele observou que havia inveja e discórdia entre eles e que eram carnais e incapazes de ingerir comida sólida que leva os santos à maturidade. Então, como e onde se encontra esta espiritualidade?
Fome e Sede. Vem, em primeiro lugar, apenas àqueles que a buscam. Espiritualidade não é introduzida por uma operação especial e direta do Espírito, nem por acidente. O homem deve, como Jesus revela numa bem-aventurança, ter fome e sede de justiça (Mateus 5:6). Criaturas à imagem de Deus, como as corças buscam a água, devem nas suas almas desejar Deus, o Criador que dá a vida e o fôlego a todos, que fez a partir de uma pessoa todas as nações dos homens para habitarem na terra; que está perto para qualquer homem que o procura, que fornece a vida, a mobilidade e o ser (veja Atos 17:24-28).
Espírito e Vida. O pão sustenta o corpo, Jesus disse que não é o suficiente para nutrir o homem inteiro, mas há um “pão da vida” – o próprio Jesus – que o homem pode comer e nunca mais sentir fome. É o pão que o homem pode comer e nunca morrer; pode comer e viver para sempre. É uma vida que vem ao espírito através do espírito – pois vem nas palavras de Jesus que ele disse que “são espírito e são vida” (veja João 6:63). Bebês recém-nascidos que buscam o leite genuíno da palavra são alimentados pelas palavras de vida, e com o passar do tempo passam a comer comida sólida que os aperfeiçoa em Cristo com a espiritualidade de dominar a carne (veja 1 Pedro 2:1-2; Hebreus 5:11-14).
Medita de Dia e de Noite: A espiritualidade dos homens maduros em Cristo é manifestado na vida, como o salmista disse, que não anda no “conselho dos ímpios”, nem se detém no “caminho dos pecadores” nem se assenta na “roda dos escarnecedores”. Em vez disso, o prazer do homem espiritual “está na lei do Senhor” e naquela lei ele “medita de dia e de noite” (Salmo 1:1-2). Ele tem comunhão com Deus diariamente – não apenas um banquete espiritual mas também em oração incessante e um viver santo. E ao fazer isso ele não se levanta acima do mundo a cada prova e desafio – ele vive acima dele num foco dia após dia na busca celestial.
Espiritualidade ou Truques. Uma palavra de cautela é preciso pois há quem tente produzir espiritualidade por meio de esquemas humanos. Jeremias ordenou a Judá há muito tempo que não cabe ao homem determinar seus passos (veja Jeremias 10:23). Agitar as emoções através de novas formas e práticas renovadas são truques que não acrescentam nada à estatura do homem espiritual.
Bater palmas ou abaixar as luzes durante o culto, testemunhos na assembléia por cidadãos notáveis, reunir em casas em vez de prédios, converter a Ceia do Senhor num banquete social-religioso, acrescentar quartetos ou cantores especiais, alterar o culto, etc. são todos esquemas humanos que causam interesse e agitam corações por um momento. Mas nenhum deles acrescenta um grama de espiritualidade ao homem interior que cresce e amadurece apenas pela comunhão com Deus por meio de sua palavra.
–por L. A. Stauffer

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Características do Discípulo Radical

Segundo o Dr. John Stott, em seu livro O Discúpulo Radical, o adjetivo “cristão” aparece no Novo Testamento apenas três vezes (At 11.26; 26.28 e 1 Pe 4.15,16), enquanto que outro adjetivo “discípulo” aparece mais de 250 vezes. Ambas as palavras implicam relacionamento com Jesus.
Por que radical? Do latim, radix, significa raiz. Para se referir àqueles cujas opiniões vão às raízes e que são extremos em seus compromissos.
Existem diferentes níveis de comprometimento na igreja. Alguns têm evitado o discipulado, por exemplo, sendo seletivos. Escolhe-se as áreas nas quais o compromisso lhes convém e ficam distantes daqueles compromissos que lhes custará muito. Porém, sendo Jesus Senhor, não temos o direito de escolher as áreas nas quais nos submeteremos à Sua autoridade. Penso que não estamos entregando tudo pelo que Jesus pagou o  preço na cruz.
INCONFORMISMO é a primeira característica do Discípulo Radical. Aqui está o chamado de Deus para um inconformismo com a cultura circundante. Romanos 12.2 nos lembra disto.
Algumas tendências contemporâneas ameaçam tragar a Igreja de Jesus. A primeira é o Pluralismo, que rejeita a singularidade de Jesus aceitando outras verdades. A segunda é o Materialismo, Jesus nos adverte contra a avareza e Paulo nos ensina a desenvolver um estilo de vida de simplicidade, generosidade e contentamento. “A vida na terra é uma breve perigrinação entre dois momentos de nudez” (Jó 1.21). A terceira é o Relativismo Ético, onde todos os padrões morais estão se desfazendo com a alegada e tola desculpa... “tudo depende de...”  E finalmente o Narcisismo, ou culto de si mesmo.
Somos chamados a um inconformismo radical, não a um conformismo medíocre. “Não devemos preservar nossa santidade fugindo do mundo, nem sacrificá-la nos conformando a ele.”
Diante do desafio do pluralismo, devemos ser uma igreja de verdade, declarando a singularidade de Jesus. Diante do desafio do materialismo, devemos ser uma comunidade de simplicidade, considerando que somos peregrinos aqui. Diante do desafio do relativismo, devemos ser uma comunidade de obediência. Diante do desafio do narcisismo, devemos ser uma comunidade de amor a Deus e ao próximo.
“Não devemos ser como caniços agitados pelo vento, dobrando-nos diante das rajadas da opinião pública, mas tão inabaláveis quanto pedras em uma correnteza.”
 
Resumo adaptado pelo Pr. CC Januário

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Não temerei!

O medo domina muitas pessoas. É a sua única consideração ao tomar decisões; o homem com um talento lamenta, “Tive medo”, e prontamente começa a cavar (Mateus 25:25). Gideão liberou os medrosos (Juízes 7:3). Não há preocupação com honra, dever ou lealdade; eles estão com medo. Então correram para casa! Medo antes do dever é covardia e produz uma bagunça feia tanto nas ações quanto no caráter. Deixa “no coração tal ansiedade ... o ruído de uma folha movida os perseguirá ... cairão sem ninguém os perseguir ... não podereis levantar-vos diante dos vossos inimigos”(Levítico 26:36-37).
Muitos queriam ser corajosos. Imaginam que a coragem faça parte da estrutura dos heróis. Mas não é assim. Coragem não é uma virtude. Não requer nenhum caráter para enfrentar aquilo que você não teme. Sem dúvida aquele que não sente medo de tudo que o homem pode fazer com ele ou é excessivamente ignorante ou burro. Paulo aguentou a ameaça de morte, prisão, espancamento, apedrejamento e rejeição social. Você pode achar que ele era um homem de ferro, no entanto ele diz, “E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós” (1 Coríntios 2:3).
O homem é desafiado. Sua boca fica seca e seu coração bate mais forte. Uma sensação fria passa pelo seu corpo inteiro enquanto se forma um nó no seu estômago. Seus músculos tremem. Ele tem uma forte inclinação a estar em algum outro lugar. Mas ele sai e enfrenta seu gigante. Um homem corajoso sente o mesmo medo que um covarde; suas ações são independentes do seu medo.
Coragem é um atributo excelente – uma resposta alternativa para o medo. É a força para enfrentar o detestável e fazer o temido. Escolhe o certo apesar das conseqüências. Coloca o dever antes do medo.
Mas como conquistamos o medo? Três coisas ajudarão.
1. Medo modera o medo. Um homem pequeno não irá fugir de Hércules, o valentão. Por que? Ele tem medo! Ele tem medo de ver a decepção ou o desprezo nos olhos de sua amada. As feridas deixadas pelo valentão são insignificantes em comparação. “Não temais os que matam o corpo ... temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10:28). Medo do homem é diminuído por um medo maior de Deus.
 A fé coloca o medo em perspectiva. “Por que sois tímidos, homens de pequena fé?” (Mateus 8:26). A fé é capaz de ver o resto da imagem. Vê além daquele momento – tortura e morte – para a ressurreição (Hebreus 11:35). Ela vê o companheiro invisível quando estamos sozinhos (2 Timóteo 4:16-17; Hebreus 11:27), e enxerga nosso ajudante quando estamos desamparados (Hebreus 13:6)
2. O amor vence o medo (1 João 4:18). Medo é a motivação inicial e elementar; amor – um sentido racional de valores – é a motivação madura. O amor cresce, amadurece e remove o medo. O medo não é mais o fator decisivo. Conseqüentemente, se não houvesse inferno, o amor ainda obedeceria. O amor da verdade exige a verdade; o amor de Deus exige adoração; o amor do que é certo requer a justiça.
“O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:6).
–por Joe Fitch

quarta-feira, 28 de março de 2012

Não é hora de tolice

A parábola de Jesus sobre a Figueira Estéril (Lucas 13:6-9) é a historia do proprietário de uma vinha cuja paciência finalmente se esgota pela longa infertilidade de uma figueira muito favorecida e um cultivador intercessor que roga por mais uma oportunidade antes de aplicar o machado.
Deus é visto claramente no proprietário da vinha e Cristo no cultivador, enquanto o impenitente Israel é a árvore ameaçada. A questão entre o proprietário e o cultivador não é se o julgamento deve vir sobre a figueira sempre inútil, mas quando. Ainda que haja muita misericórdia e paciência nesta parábola, os tons sombrios da retribuição iminente predominam.
Conquanto entendendo que esta história ficou originalmente como uma advertência pictórica da proximidade do divino julgamento de um povo privilegiado mas rebelde, precisamos também extrair dela os imutáveis princípios que guiam o tratamento que Deus dá aos homens, em todas as eras.
O primeiro é que seremos julgados, não pelas aparências ou pela mera atividade, mas por nossa fecundidade. E a fecundidade esperada será determinada pela extensão do investimento de Deus em nós. Foi o amor concedido à sua amada vinha (Israel) e a expectativa que ela produziu que lhe deu tanto desgosto pela sua inutilidade (Isaías 5:1-7). Em Ezequiel, o Senhor observa que, apesar de todas as bênçãos especiais com que ele tinha coberto seu povo, este tinha se voltado para fazer coisas piores do que faziam os pagãos à sua volta (5:6). Bênçãos especiais acarretam responsabilidades especiais.
Este princípio não muda no Novo Testamento. Em conexão com um apelo aos servos de Deus para sempre estarem prontos para prestar contas, Jesus disse, “Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido” (Lucas 12:48). Isto deverá ser especialmente significativo para os cristãos sobre os quais Deus derramou o rico tesouro de suas bênçãos em Cristo (Efésios 1:3).
O escritor de Hebreus fala disto quando pergunta duas vezes como, em vista da rápida punição aplicada aos transgressores sob a lei, pode esperar escapar da fatalidade mais severa quem ainda negligencia “tão grande salvação”, como a declarada pela própria boca do Senhor e selada com seu próprio sangue (2:2, 4; 10:28-29). Nenhum discípulo de Jesus se sentiria confortável servindo-o com despreocupação indiferente em face de seu pesado investimento em nós. Suas expectativas são justas. Aquele que permanece nele, ele disse, “produz muito fruto” (João 15:5).
Mas o que este fruto vital poderá ser? Não poucos têm sugerido que, dado o propósito de Jesus em vir a este mundo (Lucas 19:10), deve ser conduzir almas perdidas à salvação. Não pode haver dúvida de que o discípulo de Jesus precisa tentar salvar os perdidos, e por mim, penso que haja uma grande possibilidade de um verdadeiro discípulo, que produz frutos durante sua vida, conduzir ou ajudar a conduzir muitos outros a Cristo. Mas ambos, o Velho e o Novo Testamento tornam claro que não é nossa máxima responsabilidade converter os não salvos, mas mostrar-lhes o caminho. A tarefa de Ezequiel foi advertir a obstinada casa de Israel (3:17-21), pois quer ouçam, quer deixem de ouvir, Deus disse: “... eles saberão que esteve um profeta no meio deles” (2:5). De sua própria responsabilidade, Paulo disse que era plantar e regar a semente enquanto os resultados eram deixados para Deus (1 Coríntios 3:6). Infelizmente, a tragédia para muitos de nós é semente não plantada nem regada.
Então, qual é o fruto que podemos produzir sem questão, que está totalmente dentro de nosso poder pela graça de Deus atingir? É uma vida piedosa,“cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Filipenses 1:11). É um caráter rico do “fruto do Espírito”(Gálatas 5:22-23) pelo poder do qual serviremos certamente cada propósito de nosso Pai no mundo.
E como, por este mesmo princípio, o trabalho das igrejas locais será julgado? Que tipo de igreja terá sucesso? Elas não serão medidas pelo tamanho que tiverem, ou por quanto dinheiro coletam e gastam, ou como o seu programa é ativo e se desenvolve eficientemente. Não. Nem mesmo finalmente pela habilidade de pregar. Elas serão antes julgadas pela qualidade do povo que elas estão produzindo para o discipulado na vida diária. Uma igreja local é um campo de treinamento para equipar o povo de Deus para o serviço fecundo enquanto elas crescem para a maturidade em Cristo (Efésios 4:12-13). Quando igrejas fazem isto, todas as outras coisas necessárias serão conseguidas.
A parábola da Figueira Estéril é tanto confortante como ponderada. Na bondade de Deus temos outra oportunidade se tenhamos vivido vidas espirituais de robôs, infrutíferas, mas o julgamento está vindo e o machado está posto na raiz das árvores. Que nenhum homem seja presunçoso.
–por Paul Earnhart

Dons Espirituais

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil”.

PERSPECTIVA GERAL
Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (1Co 12: 7-11). Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à santificação da igreja (12.7). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Romanos 12: 6-8 e Efésios  4: 11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. A lista em 1Coríntios 12: 8-10 não é completa. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras. 

1. As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1).

2. Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar “dons”, e não apenas um dom (12.31; 14.1).

3.  É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do Espírito, com o fruto do Espírito, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).

4.  Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito, ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve “provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21; ver o estudo PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO).

OS DONS ESPIRITUAIS
 Em 1Co 12: 8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos. 

1. Dom da Palavra da Sabedoria (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22). Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).

2. Dom da Palavra do Conhecimento (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. Freqüentemente, este dom tem estreito relacionamento com o de profecia (At 5.1-10; 1Co 14.24,25).

3. Dom da Fé (12.9). Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (13.2) e que freqüentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres (ver Mt 17.20 e Mc 11.22-24; Lc 17.6). 

4. Dons de Curas (12.9). Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30). O plural (“dons”) indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (cf. 12.11,30), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Havendo fé, os enfermos serão curados. Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.14-16 (ver Tg 5.15).

5. Dom de Operação de Milagres (12.10). Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra Satanás e os espíritos malignos (ver Jo 6.2 ).

6. Dom de Profecia (12.10). É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas. Como manifestação do Espírito, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18). Quanto à profecia, como manifestação do Espírito, observe o seguinte:
a) Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (14.24,25, 29-31). Aqui, não se trata da entrega de sermão previamente preparado.
b) Tanto no AT, como no NT, profetizar não é primariamente predizer o futuro, mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência (14.3); 
c) A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (14.25), ou prover edificação, exortação, consolo, advertência e julgamento (14.3, 25,26, 31). 
d) A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Daí, toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (14.29, 32; 1Ts 5.20,21). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.1), contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (12.3). 
e) O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. Não há no NT um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso (12.11).

7. Dom de Discernimento de Espíritos (12.10). Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito, para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não (ver 14.29 e 1Jo 4.1). No fim dos tempos, quando os falsos mestres (ver Mt 24.5) e a distorção do cristianismo bíblico aumentarão muito (ver 1Tm 4.1), esse dom espiritual será extremamente importante para a igreja.

8. Dom de Variedades de Línguas (12.10). No tocante às “línguas” (gr. glossa, que significa língua) como manifestação sobrenatural do Espírito, notemos os seguintes fatos: 
a) Essas línguas podem ser humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, e.g., “línguas... dos anjos” (13.1; ver cap. 14). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (14.14), como pelos ouvintes (14.16). 
b) O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua comunhão, faculta ao crente a comunicação direta com Deus (i.e., na oração, no louvor, no bendizer e na ação de graças), expressando-se através do espírito mais do que da mente (14.2, 14) e orando por si mesmo ou pelo próximo sob a influência direta do Espírito Santo, à parte da atividade da mente (cf. 14.2, 15, 28; Jd 20). 
c) Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito, para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (14.3, 27,28). Ela pode conter revelação, advertência, profecia ou ensino para a igreja (cf. 14.6). 
d) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (14.27,28)  

9. Dom de Interpretação de Línguas (12.10). Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida, pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem (14.6, 13, 26). A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (14.13).

terça-feira, 27 de março de 2012

Entendendo um Bom Livro

Vou começar sugerindo três afirmações com as quais acredito que a maioria das pessoas que acreditam que a Bíblia é a palavra de Deus concordarão, pelo menos até certo ponto.
Œ Deus nos deu um livro que podemos entender (Efésios 3:4; 5:17). Se não podemos, então por que ele nos mandou entendê-lo? Por que ele nos diria que podemos entendê-lo se não podemos?
 Temos que ter entendimento deste livro para sermos agradáveis a Deus (Mateus 24:39). Jesus ilustrou o destino daqueles que falham em entender hoje usando aqueles que falharam em entender na época de Noé.
Ž Muitos não entendem. Jesus descreveu isso como estar no caminho largo (Mateus 7:13-14). Se as pessoas podem entender a Bíblia, mas não entendem, então a culpa é delas.
Aceitando o desafio para conhecer melhor a palavra de Deus. Devemos desejar conhecer a Bíblia. Por que isso é uma coisa boa para conhecer?
Primeiro, a pessoa deve conhecer a vontade de Deus para poder aplicá-la na sua vida. Isso é verdade bem no começo da nossa jornada na fé (Romanos 10:13-17; 1 Pedro 2:1-3). Isso também é verdade durante a vida de um discípulo (João 8:31-32). Talvez não conhecemos (nem podemos conhecer) todos os caminhos e a mente de Deus, mas podemos conhecer sua vontade para nossas vidas e regozijarmos (Romanos 11:33-36; 1 João 3:18-19).
Também, nossa salvação depende do nosso conhecimento das Escrituras. Isso sempre foi verdade (Oséias 4:6). Mesmo aqueles que tem zelo para Deus ainda precisam de conhecimento (Romanos 10:1-3; Atos 17:30-31).
Além disso, nós podemos fazer mais para Jesus se conhecermos a Bíblia melhor. Ele fez tanto por nós (2 Coríntios 8:9). A falta de conhecimento irá prejudicar nosso relacionamento com o Senhor assim como nossa capacidade de trabalhar com ele e chegar às sua metas. Por causa da ignorância, alguns que procuravam servir a Deus acabaram pecando contra ele! (2 Coríntios 2:8-11; 1 Timóteo 1:13).
Então, nós precisamos determinar nos nossos corações que iremos procurar conhecer melhor o caminho de Deus. Isso requer comprometimento. Como o salmista disse: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará” (Salmos 37:5). Tal dedicação será recompensada nesta vida e na próxima (2 Timóteo 2:12-13).
Dedicar um tempo
Passar tempo com a palavra de Deus é necessário para conhecê-la e crescer nela. Lembre-se de Efésios 3:4 – “pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo....” Qual freqüência é o suficiente para passar tempo com a palavra? Não sei se posso dar uma resposta definitiva, mas eu sei disso: discípulos, nobres na mente e nas metas, prontos para conhecerem o caminho de Deus no primeiro século responderiam a pergunta falando: “Nós achamos que é bom passar tempo com as Escrituras todos os dias” (cf. Atos 17:11). Também sei que Deus apreciou seus esforços, e os recompensou de acordo. Ele nos recompensará também.
Não deixe sua armadura espiritual ter fendas (Efésios 6:13,15). Use um tempo para conhecer e fazer como a perfeita lei da liberdade nos aconselha (Tiago 1:21-23).
“Eu não tenho tempo” não será satisfatório. Nunca foi. Isso foi uma coisa que Marta precisava aprender, e Jesus deixou este ponto bem claro. Não se distraia tanto a ponto de falhar em dedicar o tempo necessário ao seu crescimento na palavra e acabar perdendo a alma! (Lucas 10:38-42).
A necessidade de ver
Podemos nos permitir a ficarmos cegos à verdade. Às vezes, o problema não a falta de estudo, mas a atitude. Jesus disse: “Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados” (Mateus 13:13-15; veja João 5:39-40). Essas pessoas foram dedicadas às Escrituras, mas não ao Messias do qual falavam. Foram cegadas pelos seus próprios preconceitos e opiniões (João 8:43).
Líderes religiosos, teólogos e estudiosos não são a resposta. Não há como substituir a investigação pessoal por uma alma cheia de vontade de conhecer a vontade de Deus e agradá-lo. A quantidade de tempo dedicada ao estudo da palavra não importa se o coração não estiver certo (Mateus 15:14; João 16:2).
Há conseqüências tristes em permitir a nós mesmos que sejamos cegados (2 Coríntios 4:3-4). Também temos que lembrar que as pessoas não precisam permanecer na escuridão. Após explicar porque alguns continuariam “cegos” devido às suas próprias atitudes péssimas, Jesus disse aos que procuravam honestamente, “Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (Mateus 13:16).
O Novo Testamento diz: “De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8:12). Viver na escuridão é continuar perdido. Chegar à luz é receber a vida eterna (João 3:19-21).
Entender a palavra de Deus é possível para aqueles que desejam fazer isso e que estão dispostos a se esforçarem e a deixarem de lado as desculpas. Essa é a única maneira de conseguir chegar à glória do trono de Deus na eternidade, partindo de onde você está agora. É muito fácil ficarmos tão cativados pelo mundo que negligenciamos esse aspecto muito importante das nossas vidas.
As Escrituras de Deus nos falam de Jesus como nosso Salvador, do seu sacrifício pelos nossos pecados, do seu amor por nós e do seu retorno para levar seu povo para casa. Também nos contam o que é necessário para alcançarmos a vitória. Nós somos capazes de entender “o Bom Livro” e de ver que ele realmente é bom, como é boa a recompensa que Deus tem para aqueles que si dedicarem a aprender e viver pelas suas palavras.
–por Jon W. Quinn

quinta-feira, 15 de março de 2012

Deus

Isáias 43:10-13
Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador. Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR; eu sou Deus. Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?
O homem passa parte de seu tempo buscando respostas para as inúmeras perguntas. Nem sempre as respostas que conseguimos nos dar alicerce para prosseguirmos na longa caminhada da vida. Buscamos respostas e não encontramos. Desde o início, nós, seres humanos, buscamos justificativas...
Que rumo tomar? Que caminho seguir? Que objetivo traçar? Que alvo olhar?
Uma destas perguntas humanas está relacionada ao Deus Triúno.
1-Quem é Deus?
Deus é quem Ele diz que é: "Eu sou o alfa e Omega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso".(Ap. 1.8)
2-Qual o Seu plano?
Salvação: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu filho Unigênito para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo. 3.16)
3-O que Deus tem?
Vida: "Eu vim para que tenham vida e vida em abundância" (Jo. 10.10)
4-O que fez Jesus?
Desceu dos Céus e se fez carne. Falou, viveu e testificou do amor de Deus-Pai; mostrou o caminho, a verdade e a vida e se deu por amor: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade". (Jo. 1.14)
5-E o Espírito Santo?
Ilumina e capacita (2 Tm. 3.16)
Testemunha de Jesus (Jo. 14.16)
Convence do pecado (Jo. 16.8-14)
Habita dentro de nós (Rm. 8.9-11)

Para todas as perguntas humanas, Deus nos dar respostas que se resumem na pessoa de Jesus Cristo.
Qual o teu problema? Jesus tem a solução. Busque-o. O próprio Jesus diz: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á". (Mt. 7.7-8)
Se você acha que Deus está longe, logo vai descobrir que Ele está bem perto. É possível encontrá-Lo dentro do seu coração.